As tabelas de tratamento nada mais são que descompressões lentas com disponibilidade de oxigênio para fins terapêuticos. Existem também tabelas de tratamento com ar (tratamento de ar 1A, 2A, 3 e 4) são fornecidos para uso apenas como último recurso quando o oxigênio não está disponível ou se houver intoxicações graves de oxigênio.
As tabelas de tratamento de oxigênio são significativamente mais eficaz do que tabelas de tratamento de ar e deve ser usado sempre que possível (primeira opção)
As tabelas de tratamento nada mais são que descompressões lentas com disponibilidade de oxigênio para fins terapêuticos. Existem também tabelas de tratamento com ar (tratamento de ar 1A, 2A, 3 e 4) são fornecidos para uso apenas como último recurso quando o oxigênio não está disponível ou se houver intoxicações graves de oxigênio.
O tratamento hiperbárico se dá por meio da recompressão, que se baseia fundamentalmente na redução do tamanho das bolhas e posterior eliminação.
Nenhuma outra medida terapêutica prescinde o tratamento hiperbárico. Entre 80 e 90% de todos os casos de doença descompressiva respondem prontamente à recompressão e permanecem assintomáticos, mesmo quando o tratamento é ministrado com atraso.
O mergulho no Brasil, utiliza-se das Tabelas de Tratamento desenvolvidas pela “US NAVY” e homologadas pela Marinha do Brasil.
Essas Tabelas são amplamente testadas por diversas Marinhas.
Existem basicamente dois tipos de tabelas: As que empregam oxigênio e ar como mistura respiratória e as que empregam somente ar.
Transporte Em algumas ocasiões a demora pode ser inevitável enquanto o paciente é transportado para uma câmara de recompressão. Durante o transporte, o paciente deve ser mantido horizontalmente. Não colocar o paciente de cabeça para baixo. O paciente deverá ser mantido aquecido e constantemente monitorado para sinais de vias aéreas bloqueadas, interrupção da respiração, ataque do coração, ou choque. Sempre ter em mente que várias condições podem coexistir ao mesmo tempo. Sempre manter o paciente respirando oxigênio 100% durante o transporte. Se os sintomas de doença descompressiva ou embolias aliviarem ou melhorarem depois de respirar oxigênio 100%, o paciente ainda assim deverá ser tratado como se o(s) sintoma(s) original(is) estiver(em) ainda presente(s). Sempre se assegurar de que o paciente seja hidratado adequadamente. Ministrar fluidos por via oral se o paciente tiver condições.
Não deve exceder a 6m/min (20ft/min) - Da superfície até a profundidade de 18m = 3 minutos
US Navy Diving Manual
Não deve exceder a 6m/min (20ft/min) - Da superfície até a profundidade de 50m = 8 minutos e 15 segundos
US Navy Diving Manual
Não deve exceder a 1ft/min - Da profundidade de 18m até os 9m = 30 minutos - Da profundidade de 9m até a superfície = 30 minutos
US Navy Diving Manual
Não deve exceder a 3ft/min dos 50m aos 18m - Da profundidade de 50m até os 18m = 35 minutos Não deve exceder a 1ft/min acima dos 18m (60ft) - Da profundidade de 18m até os 9m = 30 minutos - Da profundidade de 9m até a superfície = 30 minutos
US Navy Diving Manual
-Tratamento da doença descompressiva NOTA: É a tabela de tratamento mais utilizada atualmente e recomendada por médicos hiperbáricos para todos os sintomas de doenças descompressivas.
-Tratamento hiperbárico complementar de casos que apresentem sintomas residuais ou recorrentes nos acidentados. Pode ser realizada diariamente.
PROFUNDIDADE: 18m/60ft
VELOCIDADE DE COMPRESSÃO: 6m/min. (20ft/min.)
VELOCIDADE DE DESCOMPRESSÃO: 1ft por min. – 30 minutos entre as paradas.
TEMPO TOTAL DE TRATAMENTO: 285 minutos (4 horas e 45 minutos)
GUIA INTERNO: Respirar O₂ durante a subida dos 9m/30ft à superfície. Caso tenha executado mergulho nas últimas 18 horas, deverá respirar 20min de O₂ antes do início da subida. Após, subir respirando O₂ .
Ar = 45 minutos
O2 = 240 minutos
A Tabela 6 pode ser alongada em até 2 janelas adicionais de 25 minutos a 18m (20 minutos com oxigênio e 5 minutos no ar), ou até 2 janelas adicionais de 75 minutos a 9m (15 minutos no ar e 60 minutos no oxigênio), ou ambos. As extensões das tabelas só deverão ocorrer se autorizado por médico hiperbárico responsável pelo tratamento.
Na forma pulmonar da intoxicação pelo oxigênio, o mergulhador se expõe a uma superior a 0,6 bar, por um período de tempo longo, normalmente superior a 12 /16 horas.
TRATAMENTO:
Diminuir a pressão parcial do O2 e procurar médico especialista.
SINTOMAS/SINAIS:
Dor e desconforto torácico ao final da respiração “aperto no peito”; Irritação da traqueia Sensação de queimação ao respirar.
PREVENÇÃO:
Não permanecer respirando oxigênio puro por períodos superiores a 30min. contínuo
Este tipo de intoxicação se dá quando o mergulhador respira o oxigênio puro com uma pressão parcial superior a 1.6 bar(a) na água ou 1.8 bar(g) na câmara hiperbárica, no entanto, apesar de possível, é pouco provável a ocorrência de intoxicação quando se emprega o O a esta pressão, sendo este fenômeno mais comumente visto quando o O é utilizado acima de 3 bar(g).
SINTOMAS/SINAIS:
Na forma neurológica da intoxicação pelo O , observamos sinais e sintomas que são memorizados através do emprego da palavra VANTITC, que significa:
V – visão
A – audição
N – náuseas e vômitos
T – tremores primeiramente nos lábios
I – irritabilidade
T – tonteira
C – crise convulsiva, podendo levar o indivíduo ao coma e morte
EFEITO LORRAIN SMITH
Intoxicação pulmonar pelo O2
Na forma pulmonar da intoxicação pelo oxigênio, o mergulhador se expõe a uma PPO2 superior a 0,5 ata, por um período de tempo longo, normal mente superior a 12 horas.
EFEITO PAUL BERT
Intoxicação neurológica pelo O2
Este tipo de intoxicação se dá quando o mergulhador respira o oxigênio com uma pressão parcial superior a 1,6 ata. No entanto, apesar de possível, é pouco provável a ocorrência de intoxicação quando se emprega o O2 a esta pressão, sendo este fenômeno mais comumente visto quando o O2 é utilizado acima de 2,5 ata. O tem po de exposição a esta pressão é secundário neste tipo de intoxicação.
LEI DE ENRY
“A massa de gás (C) que se dissolve num determinado volume de líquido é diretamente proporcional à pressão do gás (P), desde que o gás não reaja com o líquido solvente”
LEI DE BOYLE MARIOTTI
““Num sistema fechado, o produto da pressão (p) e volume (V) de um gás é constante a uma temperatura (T) constante” 𝑝 × 𝑉 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑒 ∆𝑇 = 0
LEI DE DALTON
“A pressão total exibida por uma mistura de gases é igual à soma da pressão parcial exibida por cada gás” Ptotal = 𝑃1 + 𝑃2 + ⋯ + 𝑃5
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